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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

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IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA


IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO CONTINUADA

 
No trabalho com Coordenação Pedagógica tenho adquirido diversas experiências significativas no que se refere à formação continuada de professores. Tenho notado que os professores vem percebendo a importância e a necessidade de um agente mediador que o auxilie na busca de soluções inteligentes para o gerenciamento e a qualidade do seu trabalho na escola, pois é lá que está o foco e a razão do seu trabalho de educador - o educando.
Para a coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, Regina Scarpa, a definição do piso nacional para os professores e a ampliação do tempo de trabalho extraclasse trazem à tona o debate sobre o papel do educador. “Que tipo de profissional queremos? Se o desafio da Educação brasileira é produzir qualidade e não só quantidade, precisamos ter muito claros o perfil e as atribuições dos professores”, afirma. “Esse debate envolve, principalmente, salário, formação inicial e formação continuada, ou seja, quanto tempo ele tem para planejar e avaliar o processo de ensino e aprendizagem.”

Débora Rana diz que também falta clareza sobre o papel do coordenador pedagógico nas escolas públicas do país. “O professor que faz uma escola de qualidade não pode ser um 'aplicador de atividades'. Ele precisa conhecer a turma, aquilo que ele quer ensinar e como vai fazer isso na prática, sabendo que, na classe, ninguém aprende da mesma maneira. Já o coordenador tem de ir além da orientação. Ele deve conhecer e acompanhar cada professor e, na medida do possível, cada criança. É seu papel vivenciar a sala de aula, observando, analisando e sugerindo intervenções.”

Segundo Débora, é essa falta de clareza nas atribuições que leva ao insucesso de muitas tentativas de aproveitamento do horário extraclasse e de ações formativas na escola. “Há uma tendência de culpar o professor pela má utilização do tempo de trabalho fora da sala de aula. Muitas vezes, não é preguiça ou má vontade, mas falta de uma proposta organizada de reflexão sobre a prática.
Aí, naturalmente, esse tempo fica sem sentido e os professores se vêem sozinhos", diz.

A coordenadora de pesquisas da Fundação Carlos Chagas, Bernardete Gatti, também acredita que, sem planejamento, a atividade extraclasse acaba desviada para outras funções. “A imensa maioria dos professores é formada por mulheres que, além de enfrentar muitas vezes a jornada dupla de trabalho, têm de cuidar de casa. Então, não é raro que o horário de planejamento acabe virando uma brecha para cuidar de afazeres domésticos."
A formação contínua (2) é (Nóvoa 1991, Freire 1991 e Mello 1994) saída possível para a melhoria da qualidade do ensino, dentro do contexto educacional contemporâneo. Nova o bastante para não dispor ainda de mais teorias nutrientes, provavelmente, ainda em gestação. É uma tentativa de resgatar a figura do mestre, tão carente do respeito devido a sua profissão, tão desgastada em nossos dias. "Ninguém nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se forma, como educador, permanentemente, na prática e na reflexão da prática". (FREIRE, 1991: 58).
A conquista de da maturidade nesta questão é fator primordial para o início desta nova etapa na vida de um educador. Pois a partir do momento em que a reflexão começa a permear a prática, docente e de vida, ele (o educador) perceberá que a formação continuada o torna um ser energizado, atuante no seu espaço histórico e que cresceu no saber e na responsabilidade.
A modernidade exige mudanças, adaptações, atualização e aperfeiçoamento. Quem não se atualiza fica para trás. A parceria, a globalização, a informática, toda a tecnologia moderna é um desafio a quem se formou há vinte ou trinta anos. A concepção moderna de educador exige "uma sólida formação científica, técnica e política, viabilizadora de uma prática pedagógica crítica e consciente da necessidade de mudanças na sociedade brasileira" (Brzezinski, 1992:83).
O profissional consciente sabe que sua formação não termina na Universidade. Esta lhe aponta caminhos, fornece conceitos e idéias, a matéria-prima de sua especialidade. O resto é por sua conta. Muitos professores, mesmo tendo sido assíduos, estudiosos e brilhantes, tiveram de aprender na prática, estudando, pesquisando, observando, errando muitas vezes, até chegarem ao profissional competente que hoje são.
Que deve fazer o professor consciente e comprometido com seu trabalho? Investir em sua formação, continuá-la para não frustrar-se profissionalmente, para poder exigir respeito e, mesmo, melhorias salariais.
O dia cheio e estafante não reserva tempo para a leitura, o estudo, a preparação de aula. Os cursos propostos, geralmente aos sábados ou em horários impossíveis, não atraem o professor que, ao menos, nos fins de semana, quer ficar com a família e muitas vezes com os cadernos e provas para corrigir. Entretanto, "o profissional do futuro (e o futuro já começou) terá como principal tarefa aprender. Sim, pois, para executar tarefas repetitivas existirão os computadores e os robôs. Ao homem competirá ser criativo, imaginativo e inovador" (Seabra, 1994:78).
Diante desse quadro, não é utopia desejar uma escola de ensino fundamental e médio com eqüidade, que ofereça bom ensino, que prepare para os desafios da modernidade?Não acreditamos que a solução esteja tão somente na justa remuneração do professor. Ela tem que envolver outros setores e de modo global e profundo. A escola está à margem da sociedade, não dispõe dos atrativos da mídia: esportes, brinquedos, diversões. O professor, sem base sólida cultural e específica, não tem descortino e firmeza para construir com o aluno o conhecimento. Ambos pararam no tempo.
Alonso desenha o perfil do novo profissional:
Torna-se um profissional efetivo, em contraposição ao tarefeiro ou funcionário burocrático; Esse profissional terá que ser visto como alguém que não está pronto, acabado, mas em constante formação; Um profissional independente com autonomia para decidir sobre o seu trabalho e suas necessidades; Alguém que está sempre em busca de novas respostas, novos encaminhamentos para seu trabalho e não simplesmente um cumpridor de tarefas e executor mecânico de ordens superiores e, finalmente, alguém que tem seus olhos para o futuro e não para o passado. (1994:6).
Mesmo supondo que o professor tenha recebido adequada formação, a atualização é uma exigência da modernidade. Tabus caem, métodos são questionados, conceitos são substituídos, o mundo da ciência, do trabalho, da política, da empresa caminha velozmente para mudanças de padrões e exigências. Se o diploma abre as portas do mercado de trabalho, não garante a permanência nele. Os medíocres, serão preteridos pelos melhores classificados.


Referências Bibliográficas: 
Rosangela Barros e Simone Cabral
Módulo I - Curso de Formação Continuada para professores de Educação Infantil / Coração de Maria/BA

Sites norteadores de Pesquisa:
· Conteúdo Escola
· Revista nova escola
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"A Pedra"

A Pedra

O Distraído nela tropeçou...

O bruto a usou como projetíl.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, Davi, matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura...
E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no homem!

Não existe "pedra" no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.


Criado no siteVocê na capa de NOVA ESCOLA.

Apresentação

Olá amigos, vocês devem ter notado que meu blog está em fase de arrumação. mas em breve vocês terão muitas novidades. Agradeço sempre as dicas e tutoriais de outros blogs e sites "parceirões" que eu sigo e adoro, pois é com eles que eu sempre aprendo muito. Não poderia deixar de citá-los: coisinhasdenikita, tonygifsjavas, FlachVortex.com e Blogueiras Unidas, e dicasparablogs. bjs á todos e fiquem com Deus.
Com Carinho, Dihéne